O i O Investidor
O | i O InvestidorFecho 19 Out 2026
O i
Fundador do Oi, o InvestidorOi, o Investidor. Analisa. Simula. Compreende. Decide.
Oi — O InvestidorPlataforma angolana de literacia financeira

Analisa. Simula. Compreende. Decide.

Oi são as duas letras de O Investidor. A plataforma angolana para compreender investimentos antes de decidir.

Informação e literacia financeira. O Oi não executa ordens nem recebe fundos de investidores.

Nota · 19 Outubro 2026 · fecho BODIVA

Mercado calmo: SBA recua 1,24% e BFA 0,50%

A 19 Out só duas cotadas mexeram no fecho da BODIVA: SBA 67.150 (−1,24%) e BFA 99.500 (−0,50%). Unitel 28.000, BAI 97.050, BCGA 19.005, ENSA 23.000 e BODIVA 100.000 ficaram inalterados.

Fonte: BODIVA, 19 de Outubro de 2026.

Percurso · 5 passos

O investimento começa antes da primeira ordem.

1Reserva de emergência

Guarda dinheiro para imprevistos e despesas de curto prazo. Esse valor tem de estar sempre disponível e não pode depender da venda de investimentos.

2Compreender antes de analisar

Lê a Série O Investidor (cinco textos): conceitos, instrumentos e riscos, antes de analisares uma empresa cotada.

3Comparar e simular

Simula Tesouro e IAC em Simular. Compara a taxa bruta, o imposto e o rendimento líquido, e vê o efeito da inflação.

4Preparar o investimento

Escolhe um agente registado na CMC e abre uma conta de custódia na CEVAMA. É o caminho regulamentado para comprar e vender.

5Investir com consciência

Só depois pensa numa primeira posição, de acordo com o teu perfil, objectivos e capacidade financeira. Analisa a empresa, percebe os riscos e evita concentrar tudo numa só aposta.

Do mercado de Luanda para a tua decisão.

Cotações, taxas, impostos e riscos explicados com a fonte e a data de cada número.

Fundador do Oi

Quem está por trás do Oi

Projecto dedicado à promoção da educação financeira e da literacia sobre o mercado de capitais angolano, através da análise, simulação e compreensão das oportunidades de investimento.

O Oi é um projecto independente. As opiniões, análises e conteúdos publicados são da exclusiva responsabilidade do autor, a título pessoal, não representando necessariamente as posições de quaisquer entidades mencionadas ou referenciadas.

Ligações oficiais

Série: O Investidor · Parte I · Sumário

Antes de investir, conhece o investidor que existe em ti

Antes de escolher qualquer activo, a pergunta é outra: conheço realmente o investidor que existe em mim?

Descobre o teu perfil de investidor

Questionário anónimo, com menos de dois minutos. Faz o teste antes de investires o teu próximo kwanza.

Fazer o teste de perfil

Em resumo

  1. O interesse é real.O crescimento da literacia financeira, as novas empresas na BODIVA e a OPV da Unitel despertaram a curiosidade de milhares de angolanos. É um sinal encorajador: economias prosperam quando transformam poupança em investimento produtivo.
  2. O ponto de partida é a pessoa, não o produto.Investir porque uma acção está na moda, ou porque alguém diz que ganhou, raramente é boa estratégia. É como começar uma viagem sem conhecer o destino, os recursos nem os desafios do percurso.
  3. Cada investidor tem circunstâncias diferentes.Há quem tenha rendimentos estáveis e invista durante décadas, quem ainda esteja a construir a reserva de emergência e quem tenha encargos familiares pesados. Isso define o risco que cada um pode assumir.
  4. Perguntas a responder primeiro.Qual é a minha capacidade real de poupança? Quanto posso investir sem comprometer as despesas essenciais? Tenho reserva para imprevistos? Qual é o meu horizonte (cinco, dez, vinte anos)? Como reajo a perdas temporárias?
  5. Três perfis clássicos, nenhum melhor que os outros.O conservador privilegia a preservação do capital e aceita retornos mais modestos. O moderado procura equilíbrio entre segurança e crescimento. O agressivo aceita oscilações maiores, sabendo que as perdas fazem parte do caminho. O erro não está no perfil: está em investir de forma incompatível com a tua realidade financeira e emocional.
  6. Muita gente só descobre o perfil quando o mercado cai.Em subida é fácil achar que se tolera o risco; nas primeiras quedas, a emoção substitui a estratégia. Quem investe todas as poupanças sem reserva pode ser forçado a vender no pior momento; quem não tolera perdas dificilmente aguenta a volatilidade.
  7. A pergunta que vem antes de todas.Antes de “Em que devo investir?”, vem “Quem sou eu enquanto investidor?”. A democratização financeira mede-se pela qualidade das decisões, não pelo número de pessoas que compram numa OPV. Os melhores investimentos não começam no mercado: começam no investidor.

O próximo passo é teu

Descobre o teu perfil e volta ao Percurso para simular e comparar.

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Sumário editorial da Parte I da Série O Investidor, de Geraldino Gregório. Informação e literacia financeira; não constitui recomendação de investimento.

Série: O Investidor · Parte II · Sumário

O teu perfil e o mercado onde o dinheiro vai entrar

Depois de te conheceres, falta conhecer o terreno onde o dinheiro vai ser aplicado.

Em resumo

  1. O autoconhecimento é só o primeiro passo.Perceber a tua tolerância ao risco, a capacidade de poupança, os objectivos e o horizonte evita muitos erros que depois se atribuem “ao mercado”. Mas é preciso compreender também o ambiente onde o capital será aplicado.
  2. O teu perfil depende também do mercado.Ser conservador, moderado ou agressivo não depende só da personalidade e do rendimento. O mesmo investidor assume riscos diferentes num mercado profundo, diversificado e líquido ou num mercado ainda em desenvolvimento, como o angolano.
  3. A diversificação é menor do que aparenta.O universo de cotadas concentra-se em instituições financeiras, mais uma seguradora, uma operadora de telecomunicações e a infraestrutura de mercado. Não é uma fragilidade: é a fase actual do mercado. Mas podes ter várias empresas e continuar exposto aos mesmos factores (macroeconomia, crédito, sistema financeiro).
  4. A liquidez é o risco menos visível.Quase todos pensam em perder dinheiro; poucos perguntam “e se eu precisar de vender?”. Com menos participantes e menos volume, a venda pode demorar ou obrigar a ceder no preço. Quanto mais curto o teu horizonte, mais isto pesa.
  5. Compreender-te é essencial; compreender o mercado é indispensável.Os melhores investidores estudam não só o que compram, mas o terreno onde esses activos se valorizam ou desvalorizam.

No próximo artigo: as ligações invisíveis entre investimentos aparentemente diferentes.

Sumário editorial da Parte II da Série O Investidor, de Geraldino Gregório. Informação e literacia financeira; não constitui recomendação de investimento.

Série: O Investidor · Parte III · Sumário

A diversificação que o mercado ainda não te dá

Não ponhas todos os ovos no mesmo cesto. Mas e se o mercado oferecer poucos cestos?

Em resumo

  1. Porque existe a diversificação.Ninguém prevê todas as crises, mudanças tecnológicas, alterações regulatórias ou choques económicos. Distribuir o risco reduz a dependência do sucesso ou do fracasso de uma única aposta.
  2. Diversificar depende do mercado, não só de ti.Nas grandes bolsas podes distribuir o património por milhares de empresas e dezenas de sectores. Em Angola o universo de cotadas ainda é concentrado. Não é uma crítica: os mercados não nascem diversificados, constroem-se ao longo do tempo.
  3. A ilusão da diversificação.Empresas diferentes nem sempre significam riscos diferentes. Muitas cotadas partilham os mesmos factores macroeconómicos, monetários e regulatórios (a chamada correlação). É nas crises que isso se revela: o investidor vê vários nomes, o mercado vê os mesmos riscos.
  4. Uma concentração que vai além das empresas.Boa parte da actividade bancária continua ligada ao financiamento da dívida pública (Obrigações e Bilhetes do Tesouro). Quando o Estado absorve muitos recursos financeiros, sobra menos capital para o sector privado (o chamado crowding out). Comprar vários bancos pode ser apenas mudar de assento dentro do mesmo autocarro.
  5. O que isto significa na prática.Não quer dizer que não haja oportunidades. Quer dizer que, com poucas opções, cada decisão pesa mais e é preciso perceber até que ponto os teus investimentos estão expostos aos mesmos riscos.

No próximo artigo: liquidez. Comprar é simples; o teste começa no dia em que é preciso vender.

Sumário editorial da Parte III da Série O Investidor, de Geraldino Gregório. Informação e literacia financeira; não constitui recomendação de investimento.

Série: O Investidor · Parte IV · Sumário

Liquidez: o risco que só aparece quando queres sair

Um activo vale também a capacidade de encontrares quem esteja disposto a comprá-lo.

Em resumo

  1. A variável silenciosa.Em períodos de euforia, a atenção vai toda para o potencial de valorização. Muitos investidores só descobrem a importância da liquidez quando deixam de querer comprar e passam a precisar de vender.
  2. O que é liquidez.É a facilidade de converter um activo em dinheiro sem que o preço seja muito afectado pela venda. Quanto mais compradores e vendedores, mais fácil é executar depressa e perto do valor de mercado.
  3. O privilégio invisível dos grandes mercados.Por trás de um clique numa grande bolsa há corretoras, bancos custodiantes, sistemas de compensação e criadores de mercado, e milhões de participantes. O autor conta que vendeu acções de uma grande tecnológica internacional em segundos: a rapidez veio da liquidez do mercado, não de qualquer mérito seu.
  4. Em Angola o contexto é outro.Há menos participantes, menos empresas cotadas e volumes mais baixos. Isso não impede de vender, mas a venda pode exigir mais tempo, mais paciência e flexibilidade no preço, sobretudo para quem precisa de aceder depressa ao capital. Uma carteira pode parecer valer um montante; entre possuir e converter em dinheiro há uma diferença que só se vê na hora de vender.
  5. O que fazem os investidores experientes.Analisam também a facilidade de saída. É uma das razões da popularidade dos fundos indexados e dos ETF nos mercados internacionais, que dão diversificação e acesso a mercados muito líquidos.
  6. Nenhum mercado nasce líquido.A liquidez é consequência de confiança, tempo, escala, novos investidores, mais empresas e intermediários eficientes. Angola tenderá a ganhá-la. Até lá, a pergunta prática é: não só “quanto posso ganhar?”, mas “com que facilidade consigo sair quando quiser?”.

No próximo artigo: como analisar uma empresa concreta antes de comprar as suas acções, a começar pela Unitel.

Sumário editorial da Parte IV da Série O Investidor, de Geraldino Gregório. Informação e literacia financeira; não constitui recomendação de investimento.

Série: O Investidor · Parte V · Sumário

Unitel: antes dos dividendos, lê os riscos

O que a OPV da Unitel ensina sobre analisar uma empresa: as demonstrações financeiras contam parte da história; o contexto conta o resto.

Em resumo

  1. Procura razões para não comprar.Os melhores investidores começam por aí, e é isso que separa a análise da especulação. Os retornos explicam porque alguém investe; os riscos explicam o que pode perder.
  2. A página mais importante é das menos lidas.No prospecto, a secção dos factores de risco responde à pergunta “o que pode correr mal?”. Quando um risco consta do prospecto, o investidor deixa de poder alegar desconhecimento: a empresa cumpriu o dever de divulgação, cabe a ti cumprir o dever de análise.
  3. Uma acção tem história.Segundo o artigo, em 2020 a Sonangol adquiriu a participação da Oi na Unitel e, em 2022, o Estado nacionalizou as participações da Vidatel e da Geni. Parte das acções da oferta vem desse processo, e os litígios com antigos accionistas estão no prospecto, nos factores de risco. Nem todo o risco jurídico é existencial: a leitura predominante é que eventuais decisões favoráveis tendem a traduzir-se em compensações financeiras, não em reversão das participações. O risco está nas consequências económicas, financeiras, institucionais ou reputacionais.
  4. Governação e incentivos.Com o Estado no capital, surgem interesses múltiplos. O investidor privado procura retorno ajustado ao risco; o accionista estatal pode ponderar desenvolvimento económico, inclusão digital ou cobertura territorial. São objectivos legítimos, mas nem sempre coincidem.
  5. O preço não é o valor.Os 25% indirectos da Oi foram comprados pelo Estado por cerca de mil milhões de dólares, o que sugeriria uma Unitel de cerca de quatro mil milhões. A OPV de 15% por cerca de 300 mil milhões de kwanzas implicou um valor total próximo de 2 biliões de kwanzas, pouco mais de dois mil milhões de dólares. A pergunta útil é: o que está o mercado a assumir para chegar a esta valorização?
  6. A conclusão do artigo.Não é dizer se a acção vai subir ou descer, nem recomendar compra ou venda. É lembrar que investir numa empresa é compreender os riscos que acompanham os resultados, a estrutura accionista, os incentivos dos accionistas e a história que antecede a chegada das acções ao mercado.

No próximo artigo: o imposto. O retorno que importa não é o que o investimento produz, é o que chega ao bolso do investidor.

Sumário editorial da Parte V da Série O Investidor, de Geraldino Gregório. Informação e literacia financeira; não constitui recomendação de investimento.

Investimentos

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Acções, dívida pública, obrigações e fundos num só lugar, com o fecho BODIVA em destaque.

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Acções

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Cotações do fecho de 19 Out 2026 (BODIVA). Não é feed em tempo real.

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Perfil educativo e indicativo. Não é aconselhamento personalizado nem recomendação de investimento.

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Cotações do fecho de 19 Out 2026 (BODIVA). Não é feed em tempo real.

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Dívida pública angolana. Compra-se no Portal do Investidor (leilão) ou, depois, através de um agente na BODIVA.

Quanto rende?

Simula juros, IAC e inflação.

Fundos
Registo CMC

Um fundo junta o dinheiro de vários investidores e é gerido por uma gestora autorizada. Aqui listamos os fundos registados na CMC, sem rentabilidades: o Oi só mostra valores que consiga confirmar na fonte.

Como ler esta lista

Aberto: aceita entradas e saídas ao longo do tempo. Fechado: tem prazo e só aceita subscrições em períodos definidos. Subscrição particular: dirigida a um grupo restrito de investidores, não é uma oferta aberta ao público. Pública: qualquer pessoa pode pedir informação ao distribuidor.

Antes de subscrever, lê o prospecto e o regulamento de gestão do fundo. O Oi não vende nem recebe pedidos de subscrição. Fonte: CMC, registo de Organismos de Investimento Colectivo, consulta de 19 de Outubro de 2026. Fundos extintos ou em liquidação não são listados.

Obrigações
Emissões privadas

Dívida de empresas. Paga mais do que o Estado porque o emitente também pode falhar: o risco de crédito é dele, não da República.

Quanto rende?

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Mercado interno

Quanto vais realmente ganhar?

Mexe no cursor e vê o teu dinheiro crescer, depois de impostos e inflação. Taxa BNA 14,75% · inflação 8,43%.

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Como calculamos
  • Juros simples: sem capitalização. O juro total é o montante × taxa anual × prazo em anos.
  • OT (Obrigações do Tesouro): o juro semestral é a taxa anual × 6/12 (regra da UGD).
  • BT (Bilhetes do Tesouro): tratados como taxa anual proporcional ao prazo.
  • IAC: incide só sobre os juros, nunca sobre o capital.
  • Ganho real: valor final a dividir por (1 + inflação) elevado ao número de anos, menos o montante investido.
  • *Depósito a 12%: referência ilustrativa a 12% bruto ao ano, com o mesmo IAC. As taxas dos bancos variam.
  • OT-ME: aparece na moeda do título. O montante em Kz é convertido a cerca de 921 Kz por dólar (câmbio de 19 Out). Confirma o câmbio do BNA no dia da ordem.
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Dicas

Antes de fixares a taxa

Desliza para ver as 6 dicas →

1. Bruto não é líquido, líquido não é real.

18% de OT-NR menos IAC de 10% dá cerca de 16,2% líquido. Descontando a inflação de 8,43%, ficam cerca de 7,2% reais. Continua a ser bom, mas já não são 20% no bolso.

2. Kwanza e dólar não se comparam só pela taxa.

7% em OT-ME pode ganhar a 18% em OT-NR se o kwanza perder valor. Se o kwanza aguentar, o título em kwanzas rende mais. Escolhe primeiro a moeda e só depois a taxa.

3. Levar até ao vencimento muda o risco.

Se precisares de vender antes, o preço mexe quando a Taxa BNA sobe ou desce. Comprar uma OT-NR longa depois de um corte de juros é aceitar que o preço já subiu.

4. A corporativa paga mais porque o emitente pode falhar.

BAI a 20% e Sonangol a 17,5% não são risco do Estado. Lê o prospecto, vê quem é o emitente e se o título está admitido na BODIVA (o IAC e a liquidez mudam).

5. Compra no sítio certo.

Tesouro no mercado primário: Portal do Investidor (NIF, IBAN, custódia CEVAMA e e-mail). Mercado secundário e obrigações privadas: agente registado na CMC e membro da BODIVA.

6. As comissões pesam nos BT curtos.

Num BT a 91 dias, 0,5% de corretagem mais custódia pode apagar o prémio face ao depósito. Pede a tabela de comissões ao agente antes de decidir o montante.

Simulação educativa, com yields de referência (curva de Março 2026 e cupões publicados). Confirma o preço do leilão ou da sessão no Portal do Investidor, na UGD e na BODIVA no dia da ordem.

Imposto

IAC, retenção e o que mudou no OGE 2026

Abre o guia fiscal.

Aprender

Aprende a investir em Angola, ao teu ritmo.

Artigos curtos, um guia prático passo a passo e um glossário. Sem pressa e sem ordens de compra.

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Guia prático: da ideia à primeira compra0 de 6 passos
0 de 6 passos
Sinal de alerta. Qualquer aplicação que te peça dinheiro para “investir directo” sem agente registado na CMC e membro da BODIVA não é o mercado regulamentado.

Explorar por tema

Série O Investidor

Geraldino Gregório · resumo editorial. Cinco partes. Sem ordem de compra.

Parte I

Antes de investir, conhece o investidor que existe em ti

Antes do activo, a pergunta é outra. Reserva, prazo e o que fazes quando o papel cai.

Ler o sumário →
Parte II

O teu perfil e o mercado onde o dinheiro vai entrar

Ser conservador ou agressivo também depende do terreno. Na BODIVA o mapa ainda é curto.

Ler o sumário →
Parte III

A diversificação que o mercado ainda não te dá

BAI, BFA e Caixa são três nomes. Muitos dos factores que os movem são os mesmos.

Ler o sumário →
Parte IV

Liquidez: o risco que só aparece quando queres sair

Comprar é a parte fácil. O teste é o dia em que precisas do kwanza.

Ler o sumário →
Parte V

Unitel: antes dos dividendos, lê os riscos

O que a OPV da Unitel ensina sobre analisar uma empresa: prospecto, estrutura accionista e valorização.

Ler o sumário →

Glossário rápido

Fiscal
IAC · 2026
IAC · regime de 2026

O IAC aplica-se ao rendimento do investimento.

Para o investidor de retalho, o imposto que conta é o IAC. Com o OGE 2026, a taxa de 5% deixou de se aplicar à maior parte dos juros e mais-valias de dívida admitida em mercado. Em regra, os pagamentos de 2026 pagam 10%.

AGT — Administração Geral Tributária AGT
Fiscal · AGT

A taxa do IAC aplica-se ao rendimento. O Estado cobra no pagamento.

Juros, dividendos e mais-valias. Confirma o comprovativo da CEVAMA ou do agente. Não é parecer da AGT.

Estimativa com base nos dados que escolheste e no regime de 2026. O imposto efectivo pode variar com o investimento, o rendimento e o investidor. Não é parecer da AGT. O Código do IRPS (Junho 2026) deve entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2027.
A regra que decide 2026

IAC 10% — taxa em vigor em 2026

A Lei n.º 14/25 (OGE 2026) revogou o n.º 3 do art. 27.º do Código do IAC. Juros de OT, BT, obrigações corporativas e mais-valias de valores mobiliários que beneficiavam de 5% em mercado regulamentado (≥ 3 anos) passaram a 10% nos pagamentos feitos em 2026 — mesmo que tenhas subscrito o título em 2025.

O que pagas, por tipo de rendimentos

Cupão / juro de BT, OT, obrigação

IAC 10% sobre o juro

Incide sobre o juro (secção B do Código do IAC). O reembolso do capital no vencimento não é rendimento. O desconto do BT trata-se como juro. A retenção é na fonte, através da CEVAMA ou do agente pagador.

Dividendo de acção cotada

IAC 10% sobre o dividendo bruto

O crédito na conta de custódia chega, em regra, já líquido de IAC. A isenção para participações qualificadas (≥ 25% há mais de um ano, em sociedade cotada) aplica-se à sociedade detentora — não ao investidor de retalho com uma posição residual.

Venda de acções ou obrigações

IAC 10% sobre a mais-valia

Base = preço de alienação − preço de aquisição − encargos da operação. A menos-valia não origina crédito de IRT. Fora de mercado regulamentado pode acrescer Imposto do Selo (1% sobre a transmissão). A sessão de bolsa evita, em regra, esse encargo.

Depósito bancário

IAC 10% sobre os juros

A comparação com a OT-NR faz-se no líquido. Um depósito a 12% bruto equivale a 10,8% depois do IAC; uma OT-NR a 16,8% bruto equivale a 15,12%.

Calculadora de impacto

Quanto o Estado fica com este rendimento

Notas de aplicação
Aplica-se a taxa do ano do pagamento, não a do prospecto.

Alguns prospectos de obrigações ainda referem 5% após admissão. Para pagamentos efectuados em 2026, a Lei n.º 14/25 determina 10%.

A alienação fora de mercado regulamentado tem custo fiscal próprio.

Além da formação de preço mais fraca, pode incidir Imposto do Selo que a sessão BODIVA, em regra, evita.

O reembolso do valor nominal não é rendimento.

O vencimento ao par de uma OT adquirida ao par não gera IAC. O cupão gera. O desconto do BT gera.

Conserve o extracto da CEVAMA.

É o suporte de aquisição, cupão e alienação. Sem documento, a determinação da mais-valia torna-se contestável.

O regime de 2027 ainda não está em vigor.

O Código do IRPS (Junho 2026) prevê absorver IAC e IRT. A categoria C aponta 10% em regra e volta a referir 5% para certos títulos em mercado regulamentado com prazo ≥ 3 anos. Uma OT a 10 anos não se decide só com a taxa de 2026; o 5% de 2027 não se antecipa enquanto o código não vigorar.

Fontes de leitura: Código do IAC; Lei n.º 14/25 (OGE 2026); alertas KPMG / EY / Expansão sobre a revogação do art. 27.º n.º 3; Código do IRPS (entrada prevista 2027). O Oi não substitui a AGT nem um fiscalista inscrito.

Fundador do Oi

Geraldino Gregório

Contabilidade, finanças e tributação internacional, entre Portugal, Angola e Holanda. Fundador do Oi — O Investidor.

Resumo

Profissional com mais de 10 anos de experiência em Contabilidade, Finanças e Tributação Internacional, com percurso profissional em Portugal, Angola e Holanda.

Actualmente exerce funções de Senior International Tax & Finance na PETRONAS, na Holanda, onde presta suporte fiscal e financeiro a mais de 23 empresas do Grupo, com operações entre Holanda, Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos e Malásia.

Experiência

  • PETRONAS NetherlandsSenior International Tax & Finance
  • PwC Portugal e Angola
  • Escritórios de contabilidade em Portugal

Formação

  • Entrepreneurship in Emerging EconomiesHarvard Business School Online
  • Digital TaxationFaculdade de Direito da Universidade Católica de Lisboa
  • Mestrado em Fiscalidade InternacionalUniversidade Politécnica do Cávado e do Ave
  • Licenciatura em ContabilidadeUniversidade Politécnica do Cávado e do Ave
  • Especialização em ContabilidadeUniversidade Politécnica do Cávado e do Ave

Áreas-chave

Tributação InternacionalFinançasContabilidadeAnálise FinanceiraMercados FinanceirosInvestimento

Oi — O Investidor

Projecto dedicado à promoção da educação financeira e da literacia sobre o mercado de capitais angolano, através da análise, simulação e compreensão das oportunidades de investimento.

O Oi é um projecto independente. As opiniões, análises e conteúdos publicados são da exclusiva responsabilidade do autor, a título pessoal, não representando necessariamente as posições de quaisquer entidades mencionadas ou referenciadas.

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Perguntas sobre o Oi, correcções de dados ou parcerias editoriais. O Oi não presta aconselhamento personalizado de investimento.

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+244 923 890 236 (Angola)

Morada

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2675-454 Lisboa, Portugal

Termos
v1.0 · Set 2026

Este texto é um modelo operacional para o produto. Deve ser revisto por advogado habilitado em Angola antes do lançamento comercial. Não substitui aconselhamento jurídico.

Privacidade
Método
Transparência

De onde vem o número

O Oi baseia as suas análises em fontes oficiais e documentação de mercado, incluindo:

  • Mercado: BODIVA e fontes especializadas.
  • Indicadores económicos: BNA e INE.
  • Rendibilidades e dívida pública: relatórios de mercado e UGD.
  • Fiscalidade: legislação aplicável e OGE em vigor.
  • Instrumentos financeiros: relatórios e contas, prospectos e documentação dos emitentes e da CMC.

A inteligência artificial apoia a organização e extracção de dados, sujeitos a validação humana. As fontes e datas de referência são identificadas sempre que possível.

Fontes e datas · transparência

Cada número tem uma fonte e uma data.

Cada número apresentado no Oi deve ter uma fonte e uma data. Quando essa informação não estiver identificada, deve ser considerada provisória.

DadoFonteReferência no Oi
Cotações / fechosBODIVA — Resumo dos Mercados16 de outubro de 2026
Resultados da OPV do SBABODIVA / Jornal Económico28 de setembro de 2026
USD / AOABNA — quadro cambial do dia; referência de mercado (Trading Economics)921,26 · 19 de outubro de 2026; confirmar em bna.ao
Taxa BNACPM, 14–15 de setembro de 202614,75% (anteriormente 15,75%)
Inflação homólogaINE · indicador publicado no BNA8,43% · setembro de 2026 · consulta de 8 de outubro de 2026
IAC — 10%Código do IAC + Lei n.º 14/25 (OGE 2026)Pagamentos realizados em 2026
Notícias no dossierCMC, empresas e imprensa, com ligação à fonteData de cada publicação
Fundos de investimentoCMC — registo de OICConsulta de 19 de outubro de 2026
Página revistaOi · Editorial19 de outubro de 2026

O Oi não é um feed oficial nem disponibiliza cotações em tempo real. Sempre que possível, consulta e confirma a informação na fonte original, nomeadamente BODIVA, CMC, BNA ou INE.

A informação disponibilizada pelo Oi tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

O que o Oi não é

O Oi não é um canal oficial de cotações, não executa ordens nem emite pareceres financeiros ou fiscais. Toda a informação deve indicar a fonte e a data de referência.

Quem escreve

Guia independente, feito em Luanda

O Oi é um projecto editorial independente, não registado na CMC como intermediário financeiro e sem recepção ou execução de ordens de investimento. As notas são identificadas pela data e local de publicação.

Contacto: angoinvestidor@gmail.com

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